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Edição #3
Rio de Janeiro, 2000

Música eletrônica

com influências orientais

Cabeça feita!

Um lugar onde milhões de animais vivem e morrem como se estivessem em um campo de concentração

Aceite nosso Deus

ou sofra as consequências!

O nome é alemão, mas Johann Heyss é brasileiro. Sua música eletrônica nos leva aos caminhos do oriente numa viagem fascinante.

Um pedido?

Não, um direito.

TAGS: entrevista, música, música eletrônica, underground, vídeos

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"Meu interesse por orientalismo começou com a Yoko Ono", diz Heyss, "cujo kabuki* me influenciou enormemente". Heyss passou a ter interesse em magia, esoterismo e mitologia devido à sua vontade de entender o que ela falava quando utilizava termos mitológicos e mágicos em suas músicas. "Daí resolvi pesquisar música folclórica oriental e passei a consumir e samplear música egípcia, búlgara, japonesa etc", nos revela.

Johann Heyss já lançou várias fitas demo, e em 98 veio o seu disco de estreia, 'Look Carefully'. Heyss já tocou por vários lugares no Rio, como na festa Electric Head, no Projeto Bandas e na Casa da Matriz, além de já ter tocado nos Estados Unidos. "Toquei no S.ob's, em Nova York", ele diz, "que é uma casa de música étnica e jazz, e foi legal em termos da qualidade da casa e do profissionalismo, alem da diversão: coloquei uns vinte amigos para devorar a comida típica brasileira que rolava no camarim, um pequeno banquete. Antes de mim tocaram duas bandas de axé music  (sim!) e foi surreal. Toquei também no Baby Jupiter, um bar pequeno no Lower East Side, mas com público e atmosfera mais adequados para o meu show e foi super legal".

Heyss também é escritor e acabou de lançar o livro Tarot de Thoth, um estudo sobre o tarot e a filosofia do mago inglês Aleister Crowley. Em 1996 também foi lançado o livro Iniciação à Numerologia, um estudo sobre o simbolismo dos números; ambos foram lançados pelo selo Nova Era, da Record (http://www.record.com.br).

 

Sobre a cena eletrônica no Rio de Janeiro, Heyss não tem fantasias. "O Rio não tem cara de música eletrônica", opina ele. "Aliás, qualquer lugar que faça o esquema praia e sol acaba enfraquecendo a cultura." Mas termina lembrando que, com ou sem praia, é difícil que manifestações culturais em qualquer cidade no Brasil sobrevivam, além daquelas de consumo fácil. "No final das contas, o Brasil é complicado em termos de underground", completa.

Johann Heyss pretende lançar em breve o álbum 'Al Aha' e tem dois livros saindo pela Samuel Weiser (editora norte-americana) em 2001.

*forma de teatro japonês, conhecida pela estilização do drama e pela elaborada maquiagem usada por seus atores

“DKANDLE tece paisagens sonoras transcendentes vibrantes e multicoloridas, misturando texturas Shoegaze difusas e reverberantes, meditações Dream Pop hipnotizantes, tons Grunge lamacentos e tensões Post-punk temperamentais, intensificadas com lirismo comovente e vocalizações emotivas e pensativas”

E aí, você já conhecia o trabalho do Johann Heyss? Deixe um comentário abaixo

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