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Edição #7
Rio de Janeiro, 2004

Confira entrevista com o DJ de house do Rio

Entrevistamos o DJ Candelot, DJ do Galeria Café (Rio)

Intelligent Dance Music

E sua música atemporal

Este é apenas o meu filme preferido...

Por que as igrejas estão cada vez mais vazias 

Toda forma de amor vale a pena

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Johann Heyss

TAGS: entrevistasmúsica

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“DKANDLE tece paisagens sonoras transcendentes vibrantes e multicoloridas, misturando texturas Shoegaze difusas e reverberantes, meditações Dream Pop hipnotizantes, tons Grunge lamacentos e tensões Post-punk temperamentais, intensificadas com lirismo comovente e vocalizações emotivas e pensativas”

"Remota Batucada". A primeira coisa que o nome do disco evoca é a voz de Gal Costa cantando "... vem de uma remota batucada, de uma cadência bem marcada que uma baiana tem...". Contudo, a capa do disco não mostra a musa tropicalista, mas sim outra musa, esta mais visionária, e de certa forma, neotropicalista: uma loura bonita, de olhos verdes e lábios carnudos, posando de Cleópatra e de índia brasileira. O nome, escrito com letras estilizadas à moda egípcia, não é menos misterioso: May East. Um nome que pode designar data e/ou lugar; pode ser uma referência oriental a Mae West, ou pode ser simplesmente o talvez Oriente. Na verdade, a paulistana Maria Elisa Cappareli Pinheiro sempre foi chamada pelo apelido May. O complemento East surgiu após a temporada em que viveu em Nova Iorque, no East Side.

Seu belo rosto já era conhecido do grande público desde sua participação na Gang 90 & Abusrdettes, banda de impacto e sucesso históricos no rock brasileiro. Mas "Remota Batucada" não visava o sucesso comercial, mas antes desbravar novas possibilidades musicais e antecipar tendências. Em 1985, ninguém falava de música eletrônica ou de música étnica no Brasil, e pouquíssimos o faziam no exterior. Ainda não existiam os conceitos de "techno" e "world music", mas o disco calcava seus dois pilares nestas idéias: futuro (eletrônica) e passado (folclore). Brasil e Oriente.

"Remota Batucada" é um marco, um disco surpreendente e inesperado, atual ainda nos dias de hoje. Sua modernidade o faz atemporal e os créditos das gravações são um verdadeiro "who’s who" da cena pop brasileira da época. 

SETE PERGUNTAS PARA MAY EAST

1. Como você se sente ao ouvir seus antigos discos hoje em dia?
May: Sinto o quanto a música que fazia era revolucionária para minha geração.

2. O que lhe fez chegar a mistura de eletrônica com elementos étnicos e tribais?
May: 
Intuição e a noção de que o passado e o futuro se unem como oroboros num continuum da existência. Lembro afirmar que minha "Musica Brasileira de Vontade e Procura" reafirmava as raízes da musica brasileira e o compromisso com as futuras gerações.

3. Como foi a reação do público às suas músicas? E o meio artístico? Ao mesmo tempo em que seus discos contam com participações de boa parte da cena pop rock da década de 80, seu trabalho não se liga ao de nenhum deles.
May: 
Lembro minha primeira apresentação solo onde fui vaiada e ovacionada ao mesmo tempo, com muito furor. Apesar de rodeada de músicos na verdade me sentia muito só na minha pesquisa e jornada musical. Meus discos não se alinhavam com a produção rock ou com a produção MPB da época. Estas eram as únicas possibilidades dos anos 80. Foi por isso que ao fechar um deal com uma gravadora inglesa deixei o Brasil em 88 e até hoje acho que não retornei.

4. Como você vê a música eletrônica e a world music hoje em dia?
May: 
World music de qualidade tem um papel crucial de síntese, pois promove o diálogo entre civilizações ao transcender fronteiras geográficas, étnicas e religiosas. Que música eletrônica você se refere?

5. Qual o favorito entre seus discos?
May:
Remota Batucada.

6. Explique a transformação que ocorreu da sua carreira solo para o trabalho musical em Findhorn.
May: 
Findhorn é uma eco-vila, laboratório de novas relações humanas. Quase tudo que fazemos aqui é em formação grupal, incluindo música. Tudo que eu gravei desde que aqui cheguei foi em grupo. Findhorn é baseada na Escócia, mas é muito internacional, mais de 40 nações representadas. A música que tenho feito chamo de transcultural, pois transcende culturas. Reflete a diversidade cultural de Findhorn.

7. Alguma possibilidade de você gravar um disco novo ou fazer shows?
May: 
Sim, ambos. Retorno ano que vem ao Brasil e pretendo retomar shows e gravação.

Você curte o som da May East? Conta pra gente nos comentários abaixo

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