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Edição #7
Rio de Janeiro, 2004

Confira entrevista com o DJ de house do Rio

Entrevistamos o DJ Candelot, DJ do Galeria Café (Rio)

Intelligent Dance Music

E sua música atemporal

Este é apenas o meu filme preferido...

Por que as igrejas estão cada vez mais vazias 

Toda forma de amor vale a pena

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“DKANDLE tece paisagens sonoras transcendentes vibrantes e multicoloridas, misturando texturas Shoegaze difusas e reverberantes, meditações Dream Pop hipnotizantes, tons Grunge lamacentos e tensões Post-punk temperamentais, intensificadas com lirismo comovente e vocalizações emotivas e pensativas”

TAGS: ativismo, lgbtvídeos

O movimento de gays, lésbicas, travestis e transgêneros acaba de oferecer ao país um exemplo de organização e coragem cívica. Em São Paulo, no dia 17 de junho de 2001, a V Parada do Orgulho Gay reuniu cerca de 270 mil pessoas na Avenida Paulista. Em Porto Alegre, no mesmo movimento, organizado aqui pela ONG Nuances, mais de 15 mil pessoas foram às ruas. A imprensa brasileira, com raras exceções, não ofereceu a essas manifestações os espaços correspondentes ao fato jornalístico que elas representam. Se tivermos em mente o ato de São Paulo, estaremos falando da maior mobilização popular desde a campanha pelas eleições diretas em 1984. Apenas isso já seria suficiente para que os grandes jornais brasileiros estampassem a parada em suas manchetes. Há muitas outras razões, entretanto, para que se destaque essa luta.

Em primeiro lugar, é impressionante a dimensão do preconceito que se mobiliza contra os homossexuais no Brasil. Marcelo Rubens Paiva, em artigo recente na Folha de São Paulo, chamava a atenção para o fato de que a torcida do Corinthians, na final contra o Grêmio, saudou o árbitro quando de sua entrada com o "grito de guerra": "Viado, viado..." O articulista, então, se pergunta: Alguém pode imaginar uma torcida tentando ofender um árbitro gritando: hétero, hétero....? A pergunta procede pois, em um ou outro caso, trata-se apenas do registro de eventual preferência sexual. Por que uma mereceria respeito e, outra, difamação?

Em segundo lugar, é impressionante a dimensão da violência que se pratica contra os homossexuais no Brasil. Em muitas cidades brasileiras, jovens heterossexuais se divertem espancando garotos que fazem programa - michês ou travestis em seus locais de trabalho. Em não raras oportunidades, são os clientes desses profissionais do sexo que acabam sendo responsáveis por assassinatos marcados por requintes de crueldade. Os ingleses situam esses crimes com a expressão "over kill" - pelo que expressam um tipo de crime de ódio onde é oferecido às vítimas mais do que a morte.

Contra tudo isso, gays, lésbicas, travestis e transgêneros saem às ruas no Brasil. Pedem, tão somente, respeito. Exigem o que seria elementar em uma civilização: a tolerância pelas suas maneiras distintas de viver e amar. Do alto de sua miséria sexual, muitos heterossexuais ainda estão dispostos a ridicularizar essas pretensões. Suas reações, não obstante, revelam pouco mais do que ignorância e maldade. Tanto pior para eles.

As paradas do orgulho Gay vieram para ficar. Por elas, conhecemos a possibilidade de integrar um movimento social formado por alegria e esperança. Um movimento que, ao contrário de tantos outros, não promove o sofrimento, nem propõe o rancor. Um movimento que diz apenas: Toda forma de amor vale a pena! Uma expressão cuja importância, afinal, só pode ser reconhecida pelos que amam verdadeiramente. Não seria essa, no fundo, a obscura razão dos homofóbicos?

"Dep. Marcos Rolim" dep.marcosrolim@camara.gov.br
Visite nossa home-page: http://www.rolim.com.br

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