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Edição #8
Rio de Janeiro, 2005

Internet,  nossa maior aliada contra a manipulação de informação

Entrevistamos Jenner do podcast Misturinha

By Bruno Privatti

Ultima campanha de Timothy Leary sobre as drogas antes de sua morte

Castração das ações disfarçadas de elevação espiritual

By Maite Schneider

As TVs abertas em contraste com o modelo de financiamento público exemplificado pela BBC

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Maitê Schneider

TAGS: ativismo, cultura, lgbtvídeos

Sempre aconteceu a recusa de aceitar-se o diferente. O diferente incomoda pois acentua algo em nós mesmos que não gostamos e que portanto rejeitamos, criticamos e não queremos discutir.

Desde a adolescência, buscamos alguma identidade qualquer com o grupo ao qual pertencemos. Buscamos as mesmas marcas de roupas, o mesmo trejeito comum, o mesmo brinquedo de Natal. Queremos, nesta idade, que nossos pais sejam iguais aos pais de nossos amigos e que nada fuja deste modelo que se convencionou certo e normal.

O que sai deste padrão, é tido como anormal, ruim e sujeito à punição. Merece ser castigado e deve ser tratado como pecado mortal. Pobres de nós, meros mortais, que acreditamos nesta ordem caótica.

Não aceitar o diferente é não aceitar em primeiro lugar a si mesmo; mas significa principalmente matar a diversidade e a grandiosidade que se é, ou que se pode ser. Não respeitar as diferenças é dar um fim ao potencial que somos, enquanto cabeças pensantes e dotadas de raciocínio. É exterminar o melhor de nossa essência em detrimento de um lugar comum que todos podem chegar, e onde a falta de criatividade e vida são inerentes.

Somos o que nascemos; o meio somente nos transforma em algo pior ou melhor, nada mais. Ele nos dá as ferramentas necessárias para a luta, mas não nos ensina a lutar. A tarefa do aprendizado da luta é feita por cada um de nós, e somente se fará presente no momento em que não aceitarmos sermos somente mais um, no momento em que quisermos fazer a diferença através de nossas diferenças.

Enquanto gays, lésbicas, transgêneros e todas outras minorias continuarem sentindo-se vítimas, o quadro permanecerá o mesmo. Massacres continuarão sendo cometidos, e atrocidades continuarão sendo abençoadas pela humanidade, pelos governantes e pela Igreja.

É hora de mudarmos o discurso, de começarmos a lutar, e não somente ficarmos contabilizando nossos mortos queridos. É hora de dizermos BASTA aos que sempre nos imputaram pena fatal por sermos o que somos: lutadores que usam como armas de combate e sobrevivência as diferenças que tanto nos engrandecem.

© Maite Schneider é Vice-Presidente do
Instituto Paranaense 28 de junho de Direitos humanos

maite1@uol.com.br

“DKANDLE tece paisagens sonoras transcendentes vibrantes e multicoloridas, misturando texturas Shoegaze difusas e reverberantes, meditações Dream Pop hipnotizantes, tons Grunge lamacentos e tensões Post-punk temperamentais, intensificadas com lirismo comovente e vocalizações emotivas e pensativas”

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