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Edição #3
Rio de Janeiro, 2000

Música eletrônica

com influências orientais

Cabeça feita!

Um lugar onde milhões de animais vivem e morrem como se estivessem em um campo de concentração

Aceite nosso Deus

ou sofra as consequências!

Um pedido?

Não, um direito.

Documentário põe em cheque:

Kurt Cobain se matou ou foi assassinado?

Confira entrevista exclusiva com Eva Leiz

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“DKANDLE tece paisagens sonoras transcendentes vibrantes e multicoloridas, misturando texturas Shoegaze difusas e reverberantes, meditações Dream Pop hipnotizantes, tons Grunge lamacentos e tensões Post-punk temperamentais, intensificadas com lirismo comovente e vocalizações emotivas e pensativas”

TAGS: entrevista, música, rock alternativo, underground

 TRANZINE - O que significa mim? (EDIT 2024: Na época da entrevista, este era o nome do seu projeto, mas atualmente ela toca sob o nome Madame Mim)
EVA - Mim é um pronome pessoal, forma oblíqua de eu. Este projeto veio de um longo período de ter que lidar comigo mesma em todos os sentidos. Tive que enfrentar meus medos, angústias e barreiras e por tudo isso mim é um projeto meu com o meu eu. Nao acredito que o trabalho tenha um perfil de cantora, por isso decidi dar o nome mim.

TRANZINE - Quais as suas maiores influências?
EVA - Sou influenciada por tudo, por todas as artes. Não só música, mas tudo que vejo, que me emociona de alguma forma, ou chama a minha atenção, me influencia e reproduz minhas impressões e emoções sobre a vida. Musicalmente sou muito eclética, gosto de Bethoven, Piazzola, Café Tacuba, Gustavo Cerati, Leo Garcia, Liliana Fellipe, Marc Ribot, Pixies, Radiohead, Bjork, Photek, Underworld, Nine Inch Nails, Madonna, Garbage, Strokes, Cartola e assim vai...

TRANZINE - Quem toca com você?
EVA - Atualmente estão tocando Rafael Rocha na bateria do Brasov; Daniel Martins no Baixo que toca com a cantora Bia Grabois e Jr Tostoi na guitarra do Vulgue Tostoi e foi produtor de uma das faixas do CD demo. Acho esses três trabalhos maravilhosos.

TRANZINE - É verdade que você é argentina? Como foi a sua vinda pro Brasil?
EVA - Sim, nasci em Mar del Plata, o Rio de Janeiro de lá. Mas fui concebida aqui no Rio, onde meus pais passaram a lua de mel.

TRANZINE - O que você acha do underground brasileiro?
EVA - Acho que existem bandas muito competentes no underground brasileiro e muitas outras que saíram dele. Mas com certeza deve ser um dos mais ricos do mundo, porque o medo que as gravadoras brasileiras tem de contratar bandas inovadoras e diferentes, faz com que estas bandas se mantenham por mais tempo no underground, infelizmente.

TRANZINE - Qual é a concepção do seu show? Rolam performances, efeitos visuais etc?...
EVA
- Por enquanto tudo está muito no começo. Tenho várias ideias mas nada que anteceda minha preocupação musical.

TRANZINE - Quando você pretende lançar seu primeiro material?
EVA - Logo! A demo está quase pronta, só falta mixar. Quando esta entrevista for publicada, a demo já vai estar rolando por aí.

TRANZINE - Rola alguma participação especial nas suas músicas?
EVA - Todas as músicas tem participações especialíssimas. Entre alguns estão Marcos Cunha, Victor Z, Jr Tostoi, Rodrigo Campello, Flavio Abbes e DJ Neck de São Paulo.

TRANZINE - Você curte techno, trance, drum'n'bass? Pretende lançar algum remix nesses estilos?
EVA - Adoro a música eletrônica. Pretendo lançar remixes sim. Algumas de minhas músicas já são um remix por si mesmas.

TRANZINE - As rádios e televisões geralmente só trabalham com jabá e a cada dia que passa este sistema fica mais e mais consolidado. Como você acha que os músicos devam agir em relação a esse assunto?
EVA - Eu acho lamentável. Acho uma atitude burra e covarde por parte das gravadoras. Elas fecham qualquer possibilidade de surgir algo inovador e instigante, o que seria super vantajoso pras próprias gravadoras, porque garantiria um catálogo interessante o que forneceria status, e permitiria a aparição de novos Caetanos e Chicos que permitem uma estabilidade nas vendas a longo prazo. Mas estes novos artistas jamais vão se parecer com o que já existe, teriam que se tomar riscos que fazem parte do mundo artístico. Mas hoje as gravadoras não querem riscos, querem dinheiro imediato e isso não apenas limita a arte como as leva a falência, pois ela transforma o que seria uma fábrica de cultura em uma fábrica de "cerveja".

TRANZINE - Qual a sua opinião sobre MP3 e sites de distribuição de música gratuitos como o Audiogalaxy e MP3.com?
EVA - Acho ótimo a existência desses sites de mp3. Acho que só divulga a música do artista, quem gostou da música que baixou vai comprar o CD ou comentar com um amigo da qualidade deste, e o amigo evetualmente comprará CD ou continuará a corrente de informação, que é essencial nos dias de hoje.

Você já conhecia o som da Madame Mim? Conte abaixo nos comentários

MADAME   MIM

Eva Leiz fala com o Tranzine sobre o seu projeto musical

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