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Edição #6
Rio de Janeiro, 2003

Esta é a receita de Oliviero Toscani, ex-fotógrafo publicitário da Benetton, por um mundo melhor

Desvendando a distinção para compreender a complexidade da identidade humana

Novos tempos para a indústria fonográfica

O DJ Carl-Joakim fala sobre o seu projeto eletrônico e a cena na Austrália

O DJ da periferia de São Paulo que conquistou o mundo

Quais são as utilidades desta planta? Por que a sua proibição?

Libertando-se das garras do dogmatismo religioso

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"É COMANDADO AQUELE QUE NÃO OBEDECE A SI MESMO." - NIETZSCHE

TAGS: cultura

Fonte: A Sociedade Quântica, de Danah Zohar

Podemos pensar as tentativas da evolução, as mutações que não sobrevivem, como a maneira de a natureza explorar suas muitas possibilidades. E embora muitas das próprias tentativas acabem se extinguindo, geralmente deixam vestígios nas novas espécies às quais deram origem antes de desaparecer. Muitos processos históricos e culturais parecem seguir esses mesmos padrões. Refiro-me, por exemplo, às centenas de seitas cristãs locais, muitas delas gnósticas, que precederam a ascensão do Cristianismo ortodoxo. Todas existiram simultaneamente, umas adorando Cristo, outras Horus, outras Mitra, e vários outros ídolos ou deuses. Qualquer uma delas poderia ter triunfado e muitas certamente deixaram vestígios teológicos no cânone ortodoxo. Mas apenas a seita que finalmente se constituiu na Igreja de Roma tornou-se uma força cultural importante e duradoura - talvez porque tivesse as qualidades políticas exigidas pela época, talvez por mera sorte. Daí temos que hoje só sobressai um único modelo, o da família tradicional - patriarcal, heterossexual, sem mistura de cor.

É justamente porque nós nos deixamos fascinar pelo monoteísmo ou pela fé em uma verdade simples e singular que a história do Ocidente eivou-se de intolerância e carnificina, por isso ela é uma história de cruzadas e guerras santas, de inquisições, guilhotinas, pogroms e holocausto. As máquinas de extermínio de Hitler foram a mais bestial incorporação de uma capitulação à mecanização super-racional e ao tipo de razão burocrática e instrumental que a produz.

Reprimindo o lado de nossa experiência que é rico em nuanças e variedades, negando a validez de diferentes maneiras de olhar para as coisas, inclusive a intuitiva e racional, o culto à unidade do monoteísmo serviu para paralisar e distorcer a capacidade da multiplicidade. O múltiplo tornou-se o obscuro e torturado subterrâneo da própria modernidade.

Já está na hora de nos livrarmos das algemas dogmáticas da religião. Conforme disse John Stuart Mill: "A única liberdade que merece tal nome é a de procurar o próprio bem e a sua própria maneira. A menos que os homens possam viver como desejam, a civilização não há de progredir; a verdade, por falta de um livre mercado de ideias, não virá à luz; não haverá espaço para a espontaneidade, a originalidade, o gênio e a energia mental, não haverá lugar para a coragem moral. A sociedade ficará esmagada sob o peso da 'mediocridade coletiva'".

A verdadeira liberdade reside na capacidade de buscar nosso próprio bem de acordo com nossos próprios termos. É hora de rompermos com as algemas dogmáticas e celebrarmos a riqueza da diferença.

Livres, enfim!

“DKANDLE tece paisagens sonoras transcendentes vibrantes e multicoloridas, misturando texturas Shoegaze difusas e reverberantes, meditações Dream Pop hipnotizantes, tons Grunge lamacentos e tensões Post-punk temperamentais, intensificadas com lirismo comovente e vocalizações emotivas e pensativas”

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