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Edição #6
Rio de Janeiro, 2003

Esta é a receita de Oliviero Toscani, ex-fotógrafo publicitário da Benetton, por um mundo melhor

Desvendando a distinção para compreender a complexidade da identidade humana

Novos tempos para a indústria fonográfica

O DJ Carl-Joakim fala sobre o seu projeto eletrônico e a cena na Austrália

O DJ da periferia de São Paulo que conquistou o mundo

Quais são as utilidades desta planta? Por que a sua proibição?

Libertando-se das redes do dogmatismo religioso

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“DKANDLE tece paisagens sonoras transcendentes vibrantes e multicoloridas, misturando texturas Shoegaze difusas e reverberantes, meditações Dream Pop hipnotizantes, tons Grunge lamacentos e tensões Post-punk temperamentais, intensificadas com lirismo comovente e vocalizações emotivas e pensativas”

TRANZINE - Por que o seu projeto se chama "Northcore"?
CARL - North porque eu venho do norte (Suécia). Core porque soa poderoso, como um núcleo atômico (atomic core), ou hardcore. O nome originalmente era "norDcore", mas eu tive que mudar para "Northcore" porque já havia um selo alemão chamado Nordcore! oops!

TRANZINE - Quais são suas maiores influências?
CARL - Jean-Michel Jarre, Tangerine Dream. Estas são as influências mais antigas. Depois vêm Brian Eno, The Orb, Hardfloor, Luke Slater, Oliver Lieb.

TRANZINE - Como você começou a curtir música eletrônica?
CARL - Um amigo me introduziu aos trabalhos de Jean-Michel Jarre e Tangerine Dream no início dos anos 90. Na época, a gente estava fazendo umas músicas juntos no computador. Eu amava aquele tipo de som, e nos anos seguintes eu comecei a ouvir outros estilos eletrônicos, a maioria ambient... Quando eu comecei a ouvir techno em 1992-1993, no início eu não gostei muito. Eu preferia produzir música ambient. Mas em 1994-1995 a cena "techno-ambient" ficou forte com nomes como Pete Namlook etc., e eu descobri artistas como The Orb, Jaydee e outros que tinham um som bem techno mas ainda assim eram bem ambient. Quanto ao techno, eu comecei a ouvir aos poucos. Comecei a produzir as minhas próprias faixas quando eu tocava em clubes chill-out como Global Warming (Melbourne). O público gostou e então eu fiquei inspirado a produzir mais.

TRANZINE - Você atua como banda ou como DJ (ou ambos)?
CARL - Quando eu toco em clubes eu uso equipamento de DJ, mas eu só tocos as minhas próprias músicas.

TRANZINE - E você produz sozinho ou tem mais pessoas envolvidas?
CARL - Geralmente eu faço tudo sozinho. Algumas vezes eu faço remixes de outras pessoas, ou tenho músicos extras (ex. guitarristas) tocando partes nas minhas músicas, mas na maioria das vezes sou só eu mesmo - o Northcore é um projeto bastante pessoal.

TRANZINE - E sobre a cena eletrônica na Austrália? Existem boas raves e clubes legais aí?
CARL - Em Melbourne, sim. Todos os outros lugares não são muito receptivos para o techno. Bem, Sydney tem bastante clubes, e alguns são bem underground, mas Melbourne é o melhor por uma variedade de estilos. Nós temos festas psy-trance ao ar livre, noites de deep prog, house, armazéns e clubes que tocam techno alemão pesado, e grandes "McFestas" com dj's superstars tipo Sasha, etc. etc.

TRANZINE - Você curte outros tipos de música além da eletrônica?
CARL - Sim, bastante. A maioria das músicas que eu ouço em casa não são estritamente techno. Na maioria das vezes eu prefiro ouvir world music e ambient. Peter Gabriel, Brian Eno, Depeche Mode, Björk, Steve Roach, Rae+Christian.

TRANZINE - O que você acha sobre a cultura das drogas associada com a música eletrônica? Você acha possível curtir música eletrônica sem drogas? 
CARL - Eu nunca tomo drogas em raves, e nunca uso nada quando estou tocando. Nunca tomei ecstasy, e nunca fui a nenhuma rave sob a influência de nenhuma droga. Sim, eu acho que é possível curtir música eletrônica sem drogas! Eu curto cada festa que eu vou! Muitas pessoas olham para mim dançando e me perguntam onde podem comprar o tipo de pílula que eu tomei! hah! Eu não sou anti-drogas; eu acho que drogas são diversão! Nós deveríamos ser permitidos a fazer tudo que quisermos. Mas eu também acho que deveria haver uma educação melhor para os ravers sobre segurança e que eles fossem melhor informados sobre o uso de drogas, e eu gostaria que houvesse um controle de qualidade sobre as drogas. Já vi muitos caras se fuderem legal ou porque o que tomaram não era o que eles pensavam que fosse (ie. NÃO ERA MDMA, a substância ativa do ecstasy) ou porque eles NÃO SABEM usar a droga... tipo, não bebem água, misturam 5 pílulas, essa porra toda. São coisas que poderiam ser evitadas se o ecstasy fosse legalizado.

TRANZINE - Você conhece algum artista do Brasil?

CARL - Bem, os jogadores do seu time de futebol são quase como "artistas" para mim... 

OUÇA ABAIXO A FAIXA 'FUNK THE SETH' DO NORTHCORE:

Funk the SethNorthcore
00:00 / 05:20

Você curte techno? O que achou do som do Northcore? Comente abaixo

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Northcore é o nome do projeto eletrônico do sueco Carl-Joakim Gibbons, radicado na Austrália. O cara faz um techno muito foderoso! Tanto é que chamou a atenção do Tranzine, que tem a honra que publicar abaixo uma entrevista exclusiva com o cara.

TAGS: entrevista, música, música eletrônica, underground

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